Sinto-me ludibriado pelo teu porte trémulo, afugentas-me de lábios fartos e emancipados de fervor, sorves um pouco desta predisposição angustiante, enfureces-me de soltura posta e fulgor de carne aquando te resguardas de encontro a mim, apegas-te ao meu torso enquanto cospes os restantes botões da camisa que me alberga, abraço-te esborrachando-te esses teus seios firmes contra a minha sede, costuramos ténues contornos inaugurando este novo ser, abrasem-se os mantos que nos cobrem e fabricamos acolchoados de sabor etéreo, inaudível sorte que nos obriga a pernoitar neste limbo provisório, sobreviveremos mordazes no entanto.
Mostrar mensagens com a etiqueta Amor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amor. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 7 de março de 2011
A + A
Sinto-me ludibriado pelo teu porte trémulo, afugentas-me de lábios fartos e emancipados de fervor, sorves um pouco desta predisposição angustiante, enfureces-me de soltura posta e fulgor de carne aquando te resguardas de encontro a mim, apegas-te ao meu torso enquanto cospes os restantes botões da camisa que me alberga, abraço-te esborrachando-te esses teus seios firmes contra a minha sede, costuramos ténues contornos inaugurando este novo ser, abrasem-se os mantos que nos cobrem e fabricamos acolchoados de sabor etéreo, inaudível sorte que nos obriga a pernoitar neste limbo provisório, sobreviveremos mordazes no entanto.
Etiquetas:
Amor
sábado, 22 de janeiro de 2011
Boxed L

A habilidade esboçada no seu sorriso demite o propósito deste espaço, sobejo de redundância mas encarece-me o apetite por mais destas estranhas transformações ao vocabulário do meu rosto, da morosidade rotineira não resta qualquer indício de uma demanda involuntária, oiço distantes relatos sobre ausência e pactuo neste movimento desarticulado e autónomo que observo de relance, no entanto não lhe atribuo qualquer importância nem relembro a isquemia passada da qual consegui sobreviver ileso, este entre nós voluptuoso confere-me livre acesso ao seu abstracto emotivo, também ela justapõe a evidência quanto à aproximação rítmica iminente que nos descontrai os sentidos, favorecemo-nos saqueando parte do mundo enquanto recriamos um segredo habitado pelo nosso interceptar mútuo.
Etiquetas:
Amor
domingo, 16 de janeiro de 2011
(ensaio n.º 8)

Sujeito-lhe o cabelo entumecido embaraçado e húmido, abraço-a acostumando-me ao seu corpo, deslizo-lhe a língua pelo seu recheio coberto de batom, sopro-lhe cálido e adocico-lhe o embaciado colorido dos seus espectros, desabotoam-se-lhe os lábios e saboreamo-nos destituídos de qualquer propósito, regemos esta propensão narcótica suspensos e reconfortados pela atmosfera premente, mastigo-lhe as vogais a cada fresco abocanhado...as que se libertam trepam-nos os lóbulos e soletram u-h-m-m-m-m combustando de seguida.
Etiquetas:
Amor
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Pronuncias de Dentro
Suave toque de água morna nos teus seios,
Cabelo molhado, escorrido no meu toque,
Procuro esboçar na tua nuca, acentuo esse teu arrepio inevitável,
Junto-me aos teus braços, junto-me ao teu rosto,
É o repuxar de lábios, aproxima-los dos meus,
Sigo o contorno do teu ventre, de toda esta proximidade,
Reencontro obtido, vinculo ambicionado por ambos,
Nascente de afecto, meigo lisonjeio bafejado,
Azáfama entre amantes, liberto-te e aperto-te junto a mim,
Oferendas e confidências, discursos de Amor.
Cabelo molhado, escorrido no meu toque,
Procuro esboçar na tua nuca, acentuo esse teu arrepio inevitável,
Junto-me aos teus braços, junto-me ao teu rosto,
É o repuxar de lábios, aproxima-los dos meus,
Sigo o contorno do teu ventre, de toda esta proximidade,
Reencontro obtido, vinculo ambicionado por ambos,
Nascente de afecto, meigo lisonjeio bafejado,
Azáfama entre amantes, liberto-te e aperto-te junto a mim,
Oferendas e confidências, discursos de Amor.
Etiquetas:
Amor
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Descritivo A
Forno quente, respiro pela tua boca, esses teus lábios adocicados casam-se com os meus, aconchego-me à tua entrega, adoro o teu cabelo achocolatado, gosto quando me acaricias o rosto, obtenho a resposta aguardada dos teus estados de espírito, ofereces-ma através das tuas redomas enfraquecidas, este nosso alvoroço emocional permite-me sonhar-te de perto, sequioso, deixas-me provar das tuas mãos, contas-me os teus sinais, conforto-te, abres-me novos contornos, novos descritivos, viras-nos ao avesso, estágio de amor, pesa-me a retirada pela porta afora como sabes, abomino este distanciamento, mas acredito que solidificará ainda mais este nosso entender, os laços estabelecidos antes das presenças físicas.
Etiquetas:
Amor
sábado, 24 de janeiro de 2009
Reencontrar
Fibras entreabertas que possibilitam a passagem da neblina que paira por ali, sinto a pele fria mas o corpo trata de compensar a diminuição de temperatura, algumas gotículas que procuram caminho através dos pelos no meu peito, retidas, acabam por desaparecer misteriosamente, termino num despertar integral, sinto o bater do coração, sinto-o pois os meus dentes cerrados transportam a vibração aos meus tímpanos, nervosismo, nervosismo mas do bom, daquele que aumenta o tremor das mãos, assim que a vejo deixo-me ser transportado como se estivesse a flutuar, desocupei as minhas pegadas, os pés descaídos tocam a superfície arenosa deixando rasto com o seu nome, e assim que ela explode com aquele sorriso maravilhoso, aquele transparecer de emoções que já conheço há imenso tempo, acabo também eu por prender o lábio por entre os dentes, perceptíveis no rosto as nossas vivências, os nossos segredos, ambos acreditamos em vidas passadas, e ela recorda-me uma época muito especial de um outro instante, repetimo-lo vezes sem conta, e é sempre melhor de cada vez, chego-me a ela e abraço-a, aperto-a enquanto a beijo, e deixamo-nos ir, faz-se dia e faz-se noite, passam muitos outros por nós, e nós permanecemos, vamo-nos incorporando, vamo-nos absorvendo…
Etiquetas:
Amor
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Mágoas -> Vida
Mágoas Passadas / Solidão
Observo a frequência de um espuma branca que me preenche o copo formado pelo meu cruzar de pernas, de cada vez que a água escoa pelas minhas falhas junta-se-me um envelhecimento precoce, o enrugar dos dedos revela um orientar desviado daquele que havia estabelecido de inicio, mãos desalinhadas, deixo escorrer a areia molhada para dentro deste espelhar por devolver, este surto gélido previne o meu reencontro, céu turvo tal como o meu desespero.
O Inicio / Mudança / Reencontro
O desbotar de cada furo no topo da abobada celeste, é o término do período demarcado pelo reflexo da superfície esbofeteada por meteoros, o planeta falecido retira-se, desliza-me pela coluna vertebral, liberto-me finalmente de cada bafo pendido, dos cortes que sofro cada vez que respiro, desencaixo os dedos e rodo os pulsos para trás apoiando-me sobre as palmas das minhas mãos na fina camada de água aquecida transportada desde o outro lado do oceano.
Obstáculos / Revelações / Aproximar
Ofuscam-me as labaredas da estrela recém-nascida, soltam-se truques multifacetados, rejeito toda a raiva desordenada que me preocupa, reencontro o meu trilho passado, e vejo que segue pelo mesmo percurso uma mulher de vestido preto, maré baixa, defesas desbloqueadas, crescem margaridas de cada pegada pela qual avança, colhe-as, abraça-as e entrega-mas, sortido emocional, algumas sem pétalas.
Novos Capítulos / Viver
Enrosca-se no meu corpo, deito-me nos seus braços, acomodo-me nos seus seios, misturam-se os cheiros outrora existentes, fluem conjuntos de ideias, combinamos as nossas vidas, combinamos experiências novas, construo-te um novo céu, nuvens de algodão que reflectem para bem longe todos os monólogos adversos, a instabilidade foge-nos à vista, searas agitadas pelo vento, opções tomadas em uníssono, percorremo-las descalços.
Observo a frequência de um espuma branca que me preenche o copo formado pelo meu cruzar de pernas, de cada vez que a água escoa pelas minhas falhas junta-se-me um envelhecimento precoce, o enrugar dos dedos revela um orientar desviado daquele que havia estabelecido de inicio, mãos desalinhadas, deixo escorrer a areia molhada para dentro deste espelhar por devolver, este surto gélido previne o meu reencontro, céu turvo tal como o meu desespero.
O Inicio / Mudança / Reencontro
O desbotar de cada furo no topo da abobada celeste, é o término do período demarcado pelo reflexo da superfície esbofeteada por meteoros, o planeta falecido retira-se, desliza-me pela coluna vertebral, liberto-me finalmente de cada bafo pendido, dos cortes que sofro cada vez que respiro, desencaixo os dedos e rodo os pulsos para trás apoiando-me sobre as palmas das minhas mãos na fina camada de água aquecida transportada desde o outro lado do oceano.
Obstáculos / Revelações / Aproximar
Ofuscam-me as labaredas da estrela recém-nascida, soltam-se truques multifacetados, rejeito toda a raiva desordenada que me preocupa, reencontro o meu trilho passado, e vejo que segue pelo mesmo percurso uma mulher de vestido preto, maré baixa, defesas desbloqueadas, crescem margaridas de cada pegada pela qual avança, colhe-as, abraça-as e entrega-mas, sortido emocional, algumas sem pétalas.
Novos Capítulos / Viver
Enrosca-se no meu corpo, deito-me nos seus braços, acomodo-me nos seus seios, misturam-se os cheiros outrora existentes, fluem conjuntos de ideias, combinamos as nossas vidas, combinamos experiências novas, construo-te um novo céu, nuvens de algodão que reflectem para bem longe todos os monólogos adversos, a instabilidade foge-nos à vista, searas agitadas pelo vento, opções tomadas em uníssono, percorremo-las descalços.
Etiquetas:
Amor
domingo, 18 de janeiro de 2009
Avançar
Ocorreu-me, foi durante o primeiro contacto,
Manifestas-te, e eu senti o teu ardor,
Entrelaçamo-nos, misturamos pareceres,
Um inundar contido, que se revelou intenso,
Permitiste-me que larga-se todos os meus receios,
Repetiste-me os teus suspiros, as tuas carícias,
Instiguei-te, aceitaste a tua própria noção,
Mostrei-te que deverias pôr termo a assuntos passados,
Encontras-te aquele sabor merecido, o retribuir devido,
Impressionada, soltas-te o teu desafogo,
Restabeleceste o teu trilho, o que havias sonhado,
Orgulho-me deste teu novo ritmo, fazes-me feliz,
Amor, enquanto te libertas, apoia-te nestas minhas palavras,
Mostro-te as candeias bem iluminadas, segue-as,
O meu grito, oriento-te, este nevoeiro perde-se,
Regressas a casa, entregas-me os teus lábios meu AMOR.
Manifestas-te, e eu senti o teu ardor,
Entrelaçamo-nos, misturamos pareceres,
Um inundar contido, que se revelou intenso,
Permitiste-me que larga-se todos os meus receios,
Repetiste-me os teus suspiros, as tuas carícias,
Instiguei-te, aceitaste a tua própria noção,
Mostrei-te que deverias pôr termo a assuntos passados,
Encontras-te aquele sabor merecido, o retribuir devido,
Impressionada, soltas-te o teu desafogo,
Restabeleceste o teu trilho, o que havias sonhado,
Orgulho-me deste teu novo ritmo, fazes-me feliz,
Amor, enquanto te libertas, apoia-te nestas minhas palavras,
Mostro-te as candeias bem iluminadas, segue-as,
O meu grito, oriento-te, este nevoeiro perde-se,
Regressas a casa, entregas-me os teus lábios meu AMOR.
Etiquetas:
Amor
Luv ;)
Acredito que existe todo um desenrolar de eventos que nos possibilita um grande salto de um período complicado da nossa vida para a fase de renovação interior, aquela réstea de personalidade que insiste em se manter acesa procura um desses instantes como se mais nada existisse à sua volta, de olhos bem abertos sinto que caí num desses túneis que me transporta para uma revolução, não é bem visível no meu rosto, mas deu-se lugar a um desencadear de mutações emocionais, e despertares curiosos que são bem partilhados com esta mulher meiga, carinhosa, inteligente, linda, compreensiva e tudo aquilo que ficará apenas entre nós ;), os nossos peitos soltaram a abertura de um compartimento e os nossos corações fundiram-se, os nossos pensamentos já estavam à muito tempo interligados e a cada passo para o qual avançamos naturalmente, vemos que existe cada vez mais um culminar de sentidos inesquecível, é inexplicável ;) mas a partir do momento que libertámos os nossos entenderes, deu-se lugar a um arranque ainda maior para que o encaixe se conclua, para que não existam fissuras nesta união, relacionamento estanque e bem resistente, formamos um todo, e vamos combinando experiências juntos, e vamos crescendo, amo-a tanto, amo-a mesmo que não lhe tenha sentido o toque ;)
Etiquetas:
Amor
sábado, 17 de janeiro de 2009
Preciosismos de vida
Defendo-a, não que seja necessário, mas porque acho que devo, é a sua partilha que me impulsiona, são estes os momentos que me proporciona, é este o método renovado, nunca distante, não linear, todas estas possibilidades espantam-me profundamente, é um sentir colossal, indescritível e imutável de certa forma, digo-o pois consigo apreciá-lo em cada segmento novo para o qual nos deslocamos, cada novo trilho a descoberto, todos partilhados, todos por explorar, abastamo-nos de todas as benesses providenciadas, a polpa, a casca e os caroços, não existe o amargo por estes lados, é o adocicar imediato.
Etiquetas:
Amor
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
O Colorir
Não te sintas atrapalhada, não pelas minhas palavras,
O que gosto, bem... é mesmo de uma boa tradução,
Mas não daquelas fáceis, e sim das que demoram o seu tempo,
E a espera corrobora o sobressalto que tanto anseio,
De obtenção demorada, mas refinada e amena,
Encontraste-me e não mais me deixaste de ouvir,
Quando procurávamos ambos um novo cenário,
Usaste os teus descritivos imaginários,
Entregaste-me a tua opinião, e eu aceitei-a sem hesitações,
Mostraste o que te motiva, e os teus quereres,
Acredita que te trago boas noticias,
Mostras favoráveis e um substituir dessa tua magoa passada,
Onde te possa estender o meu braço, e tu o teu a mim.
O que gosto, bem... é mesmo de uma boa tradução,
Mas não daquelas fáceis, e sim das que demoram o seu tempo,
E a espera corrobora o sobressalto que tanto anseio,
De obtenção demorada, mas refinada e amena,
Encontraste-me e não mais me deixaste de ouvir,
Quando procurávamos ambos um novo cenário,
Usaste os teus descritivos imaginários,
Entregaste-me a tua opinião, e eu aceitei-a sem hesitações,
Mostraste o que te motiva, e os teus quereres,
Acredita que te trago boas noticias,
Mostras favoráveis e um substituir dessa tua magoa passada,
Onde te possa estender o meu braço, e tu o teu a mim.
Etiquetas:
Amor
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Lanço-me
Definido mas desdobrado está o Canto, desprotegido e livre de preocupações passadas, permite uma leitura rápida, completou os requisitos, afastou os cortinados e olha pela janela para o exterior, queima o pavio de todas as dúvidas que se apoderavam de cada uma das suas faces, viradas para si, unidas mas desencontradas, expulsou os desperdícios, foram desconsiderados todos os relógios parados no tempo, leva consigo quem o ouve e salta cá para fora, cai na areia de pés bem juntinhos e segue o percurso traçado, o novo mapa para a felicidade, a tentativa sem o erro...
Etiquetas:
Amor
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Um Outro Ensaio ;)
Apetece-me sorrir, e sorrir de dentro, quero que encontrem neste meu sugestionar todo um apetite que vos permita um saborear aguardado, é esse o vosso retratar do agora, é esta a vossa troca de vivências e dedicatórias, será para breve esse vosso esvoaçar, desejo-vos um contemplar merecido, retirem desses vossos instantâneos a autenticidade da vossa procura, um abraço grande para os dois ;)
Etiquetas:
Amor
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
(ensaio n.º 7)
Aceito essa tua fuga, faço questão de to indicar, não me deves satisfações pois sabes que nunca houve razão para tal, acredito que se tratou de uma intempérie, continuas a pedir o meu perdão, não vejo porquê, não o amas, foi um teu momento transitório, não quero que te acostumes pois também eu resvalo, mas basta que tenhas em conta o meu historial, em tempo algum foi-te sugerido esse tipo de escape, este meu ponto de vista é motivo suficiente para que nunca tenhas com que te preocupar, sabes que continuarás a ser tudo aquilo que nunca esquecerei, não duvides do que te digo pois os meus braços estão sempre dispostos para que te aceite novamente.
Etiquetas:
Amor
domingo, 11 de janeiro de 2009
(ensaio n.º 6)
Os teus outros lábios percorridos pelos meus dedos, de costas viradas entrelaças as tuas coxas como se de uma medida tomada se tratasse, mas acabas sempre por ceder irremediavelmente, sentas-te ao meu encontro e encostas os teus seios ao meu peito, esmagando-os sem que te magoes, sem que dês por isso, este trepar determinado, este abraço obtido através de um toque simultâneo, não hesites, quero que te justifiques desta forma, contrais-te e aqueces-me até que não resista mais, e também eu acabo por ceder deixando-me quebrar junto aos teus ombros.
Etiquetas:
Amor
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
(ensaio n.º 5)
Talvez seja uma incerteza, mas devo continuar, e não sei se consigo retroceder, não sei se deva insistir, refere-se carinhosamente ao nós, mas não é apenas esse "nós" que sinto durante o toque, pretendo um pouco mais, um simples beijo enquanto cumprimento transforma-se num emocionante flutuar, quero poder seguir em frente e segurar-lhe a mão, explicar-lhe o porquê, aguardo o silêncio que consagrará este nosso novo caminho juntos, estarei a olhar demasiado adiante, estarei a condenar esta tão celebrada amizade, fomos descobrindo os nossos padrões enquanto nos cruzávamos intermitentemente, a cada novo relance sempre avistei mais, e acabei por acreditar neste novo encontro, neste despertar do sentir.
Etiquetas:
Amor
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
(ensaio n.º 4)
Vejo-te como o meu contorno indivisível, consomes-me e julgas que te observo, tens todas a razão, fazes questão de ascender até ao meu intimo, até à curiosidade que nos persegue, este jardim imenso em que nos deliciamos com esta tão merecida sobremesa, deixas-te levar e consideras cada uma das impressões que cá deixaremos, fascinas-me a um ponto em que me deixo cair por completo nos teus braços, no teu ventre, no teu recompensar generoso.
Etiquetas:
Amor
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
(ensaio n.º 3)
Aguardo ansiosamente o seu despertar, faço punho e estico a pele da palma da outra mão, formo um pequeno vazio entre os dedos, e o sopro que o atravessa é consumido de imediato pelo frio fora deste resguardo, por vezes não me reconheço e tento compreender o porquê, não é intencional da parte dela eu sei, mas enquanto me faz esperar, mal me consigo conter, o recolher de pálpebras compassado revela por fim aqueles maravilhosos portais, o espelhar que reflecte todo o meu desejo, desprende os seus lábios dizendo “o que foi”, liberta aquele magnifico sorriso cativo, e eu digo-lhe “amo-te”.
Etiquetas:
Amor
domingo, 28 de dezembro de 2008
(ensaio n.º 2)
Encontrei-a de costas viradas para a porta de entrada, sentada no chão da sala junto à mesa de centro, achei estranho que àquela hora não mudara de roupa, o seu braço estendido tocava a superfície fria do vidro, o telemóvel descaia-lhe da palma da mão, cabisbaixa e de pálpebras hesitantes mal conseguia conter todas as lágrimas que me aguardavam, o pai já estaria internado à uns meses, as probabilidades para um reencontro não coincidiam com o desejo de ambos, assim que reparei que o ultimo contacto seria do hospital, abracei-a e transferi-lhe todo o conforto que me era possível, mesmo que para isso não me sobejasse energia suficiente, em momentos como este só nos valem as pessoas mais queridas...
Etiquetas:
Amor
sábado, 27 de dezembro de 2008
(ensaio n.º 1)
O seu primoroso descair de ombros, de pescoço a descoberto e seios sonegados pela toalha que lhe cobre apenas parte do torso, de livre vontade caminha em minha direcção e abandona o leito morno e suave toque de seda, a determinado instante apoia-se debruçada, desobrigando um palpitar resiliente e desencaminhando a atenção de todos os elementos existentes naquela sala, desloca-se então subtilmente e liberta um pequeno rasto espelhado que derruba qualquer anteparo que nos afaste, desabitado o meu olhar segue o seu corpo esboçado e depara-se com uns lábios carnudos e rosados que contribuem não apenas um aceitar mas também um dedilhar de conforto e delicadeza, o paladar de língua que percorre a minha e segue enroscando à procura de tudo aquilo que adquire por experimentação coordena o meu estado de deleite, aquele ofegar que parece querer-me dizer algo enquanto aproximo os meus braços do seu corpo quase que a descoberto permite que a diminuta toalha acabe por ceder...
Etiquetas:
Amor
Subscrever:
Mensagens (Atom)